28 de out. de 2009

Funções Litúrgicas – O Cruciferário

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Sei que você já sabe que o cruciferário é o coroinha encarregado da cruz nas procissões e cortejos processionais (procissão de entrada, por exemplo).

Vamos falar dessa função que geralmente é realizada em tão pouco tempo, mas que não deixa de ser importante por isso.

Qual é mesmo a função do cruciferário?

O cruciferário é a primeira pessoa numa procissão de entrada, exceto quando o turíbulo será utilizado. Sem a presença do turiferário e do naveteiro, ele é quem “dá o passo” o ritmo da procissão. Entratanto algumas coisas precisam ser observadas:

Ao término da procissão de entrada, se já existe um crucifuxo sobre o altar, não se faz necessária a presença de outra cruz no presbitério. Portanto o cruciferário deverá recolher a cruz para a sacristia, sema a necessidade de subir ao presbitério e esperar a saudação do celebrante ao altar.

Outro fato importante é que nenhum coroinha com função – incluindo aqui o cruciferário – NÂO deve fazer nenhuma inclinação como reverência ao altar. Apenas aproxima-se dele e prosegue ao seu lugar.

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E jamais, repetindo: jamais faça o que aconteceu dia desses no grupo ao qual faço parte:

Um dos cerimoniários deu um sinal para um coroinha novato guardar a cruz na sacristia. Ele apenas apontou em direção à porta da sacristia. Eu estava na assembléia observando, quando o coroinha entendeu que era pra deixar a cruz ali, emqualquer lugar. então colocou-a na porta da sacristia, de modo que toda a assembléia viu onde a cruz tinha sido, desleixadamente, colocada. Fui lá e guardei a cruz.

Numa procissão, caso seja longa, não só o cruciferário como também outras funções podem ser revezadas.

Bom, é isso. Se tiver mais coisas que você queira acrescentar, utilize os comentários deste post.

26 de out. de 2009

Um conselho: tire o seu grupo da mesmice!

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Há alguns dias, iniciei uma série de postagens aqui no [Blog] Portal do Acólito sobre grupos que estão com dificuldades que o levam, pouco a pouco, ao seu fim. Veja os posts abaixo:

Hoje falarei sobre algo que muitos grupos estão meio que submersos nela, que é a mesmice. Mas o que seria a mesmice?
Seria fazer a mesma coisa sempre, uma rotina de tarefas, por exemplo. No caso de Grupos de Coroinhas, a mesmice é facilmente percebida nas reuniões, geralmente chatas, com os mesmos assuntos ou as mesmas formas e métodos de se trabalhar determinado tema.
Toda reunião começa com a mesma coisa, termina com os mesmos atos; no decorrer da reunião acontecem coisas muitos parecidas com as reuniões anteriores. Isso é mesmice.
Coordenador, vamos tirar seu grupo da mesmice?
Vai aqui algumas dicas:
Primeiro que tudo, vamos fazer um exercício: com o auxílio de papel e caneta, anote diversos lugares que os coroinhas do seu grupo poderiam frequentar; anote também algumas atividades que vocês poderiam fazer fora da sala de reuniões de vocês.
Como segunda parte vá dando prioridade às coisas mais simples e mais fácil de serem realizadas, mas não menos atraentes que as demais. E vá priorizando até encerrar sua lista. Na próxima reunião da coordenação vocês decidirão uma forma de realizar tal atividade (passeio, visita, retiro, etc.)
Vou dar exemplo de algumas atividades formais e informais: as formais estão ligadas a formação contínua dos acólitos e as informais são aqueles que o grupo de coroinhas realizará não como um grupo apenas, mas como uma turma de amigos:
Atividades Formais:

  • Retiro, dia ou manhã de espiritualidade;


  • Um encontro na casa de um membro do Grupo;


  • Tríduo ou novena do padroeiro do Grupo;


  • Visita a um hospital, albergue, orfanato, etc;


  • Visita a outro grupo

Atividades Informais:

  • Passeio a praia ou a um clube (balneário);


  • Uma ida ao teatro ou ao cinema;


  • Um dia de lazer;


  • Um cineminha na casa de um dos membros ou noutro local (na sala de reuniões da paróquia;

Com certeza se você fez o exercicio deste post, você pensou em muitas outras coisas. Agora é hora de tirá-las do papel e passar à prática. Mãos a obra!

24 de out. de 2009

Os Sete perigos para o seu Grupo:

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Existem sete grandes perigos para qualquer grupo de Coroinhas, que temos que estar alertas e tomar cuidado:
1-COMPLACÊNCIA: Acontece em grupos que existem pessoas que pensam assim: “Há 10 anos temos feito tudo assim e temos feito um bom trabalho, portanto devemos continuar assim”. Pode mos sempre nos orgulhar do nosso trabalho pastoral no passado, mas isso não nos leva à lugar nenhum. Com certeza em seu grupo, há hoje, muito mais a ser feito do que houve em qualquer outra época e o máximo que o passado pode fazer por nós é nos inspirar para um esforço maior.
2- CENTRALIZAÇÃO: Encontros com outros grupos, retiros demais, festinhas, participação dos coroinhas nas comunidades são muito bons, mas quando muito frequentes podem ser desastrosos. Devemos oferecer o maior tempo possível da coordenação trabalhar com os coroinhas e não juntá-los em grandes massas para um grande espetáculo. Às vezes existem tantas atividades organizadas pela paróquia ou pelo grupo mesmo, que praticamente não sobra tempo para se formar os coroinhas.
3- SUPER ADMINISTRAÇÃO: e não suficiente formação pastoral. Retratei isto bem no post que fiz ontem: “Não burocratize seu Grupo.” Vamos fazer um pequeno exercício: dê uma olhada em todos os planejamentos, ofícios, papelada de secretário do grupo e veja se o que o seu grupo está gastando (não falo aqui do aspecto financeiro) com papelada e administração está em equilíbrio com o que é empregado na formação contínua dos coroinhas. Ambas as coisas são necessárias, mas devem ser mantidas em equilíbrio.
4- SERIEDADE DEMAIS: Ser Coroinha é algo muito sério, contudo, uma das coisas importantes também deve ser a alegria de participar de um grupo de coroinhas, tanto para a coordenação como para os demais membros. Jamais, digo jamais, queira burocratizar seu grupo, enchendo de regulamentos exagerados…
5- EXCLUSIVIDADE: Achar que só quem pode colaborar no crescimento do grupo devem ser pessoas de dentro do grupo ou antigos coroinhas. Penso que necessitamos de gente de fora, de pessoas com outras experiências e outras realidades, pessoas de bem que tragam o sangue novo para o grupo.
6- AUSTERIDADE DEMASIADA: Não podemos converter o grupo como apenas um espaço para os bons, em vez de acolher aquele ou aquela moça que muito pode oferecer em aprendizado e testemunho. Abra o seu grupo para outras pessoas.
7- TRABALHAR PARA FAZER SUPER COROINHAS: Devemos ter consciência, quando falamos em formação contínua de coroinhas, que não podemos fazer deste espaço – o grupo – uma segunda escola para o membro do grupo. Mais que um local de aprendizado das “coisas de Deus”, o Grupo de Coroinhas é um espaço de vivência da fé, que se dá não só na reunião ou somente na Igreja. Outras atividades podem ser desenvolvidas para transformar os coroinhas em pessoas de bem, conhecedoras do projeto de Deus.
Até a próxima!

23 de out. de 2009

Não burocratize seu Grupo!



Há dias venho pensando no assunto. No meu primeiro ano como coordenador do meu grupo eu queria regulamentá-lo onde pudesse. Queria criar normas, regulamentos... até um estatuto. Pra quê? Organização, cuidado, precaução, sempre é bom, entretanto, "tudo que é demais é veneno".

O que é burocracia?

Burocracia é um conceito administrativo amplamente usado, caracterizado principalmente por um sistema hierárquico, com alta divisão de responsabilidade, onde seus membros executam invariavelmente regras e procedimentos padrões, como engrenagens de uma máquina. É também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras e procedimentos redundantes, desnecessárias ao funcionamento do sistema.

Estou escrevendo este post especialmente para você coordenador, coordenadora. Para cada membro de coordenação/ diretoria de um grupo de Coroinhas. Quero deixar um grande conselho: Não torne seu grupo uma chatice. É isso que acontecerá se você quiser criar regulamentações demais, organização demasiadamente exagerada (se isso é possível.).

Mas também digo que não pra deixar a coisa correr solta, coroinhas fazendo o que querem, participando quando bem deseja. Não!

Haja o mais naturalmente possível, equilibrando o que você quer fazer, com o que é preciso ser feito. Nem sempre o que queremos é necessário ser posto em prática. Algumas vezes queremos oficializar que se um coroinha faltar determinado número de vezes, ele estará sumariamente expulso do grupo. Porque não saber os motivos da falta de interesse, que pode nem ser isso, mas um problema maior.

A dica aqui é: saber interpretar as situações cotidianas do grupo, não burocratizando a participação dos membros, não tornando o ministério de coroinhas/ Acólitos numa espécie de obrigação.

Até nosso próximo encontro, amanhã.

20 de out. de 2009

O que é Paraliturgia?

Coração de Jesus

Como coroinhas, em determinadas ocasiões você ouvirá falar de paraliturgia. É a oração da comunidade reunida para se motivar melhor para alguma festa ou algum acontecimento. É fortemente baseada na Palavra de Deus, contida na Bíblia..

É formada de orações, leituras bíblicas e exortações a comunidade. Nas capelas, onde nem semore o sacerdote ou o vigário pode comparecer, a paraliturgia é de grande necessidade.

Poderá abordar os mais diversos temas:

  • Vocações
  • Eucaristia
  • Trabalho
  • Colheitas
  • A Palavra de Deus, etc.

Exemplos de paraliturgia:

  • Coroações
  • Renovações
  • Encontros bíblicos, etc.