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13 de set. de 2011

Latria e Dulia

Nós como católicos precisamos fazer a distinção entre Latria e Dulia, para nos defender-mos quando somos apontados por idolatria.
É de extrema importância saber, pois quando somos apontados por idolatria, muitas das vezes por protestantes, não temos o que responder ou como se defender mediante a acusação. Este é um importante artigo que serve para todos nós.

24 de mai. de 2011

Missa Solene Comum

Artigo enviado por: Delcio Santos 
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Missa Parte por Parte:

• A missa solene começa nos seus preparativos, onde os acólitos deveram estar presentes 30 minutos antes do início da celebração.

• O Cerimoniário ou acólito dirigente ira distribuir os serviços entre os acolitos

• Faltando 10 minutos para o início da missa, os acólitos se encaminham para a porta principal para darmos o início da celebração.

• Assim que o padre chegar à porta principal, o tuliferário e o naveteiro levam o turibulo para o padre, para que o padre abençoe e depois de escutada as intenções, inicia-se a procissão de entrada. Por esta ordem:

19 de abr. de 2010

Comunhão diretamente na boca


Essa postagem foi extraída do Grupo Formação Litúrgica,
em nossa Rede Social. O Grupo é mantido 
por Emanuel Jr, que nos fala sobre o assunto:

Ensina-nos a Igreja que o Santíssimo Sacramento é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso, falando a respeito do ato de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, a Santa Igreja, na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio 1969 (posterior ao Concílio Vaticano II, portanto), recomenda:

"Levando em conta a situação atual da Igreja no mundo inteiro, essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada."

18 de jan. de 2010

Termos Litúrgicos que você pode não ter ouvido falar



Segue alguns termos ou objetos litúrgicos que soam meio estranhos aos nossos ouvidos: pouco ou quase nada ouvimos falar sobre eles.

Epiclese: É a invocação do Espírito Santo: O Padre estende as mãos sobre os dons e pede ao Pai que santifique as oferendas "derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso."

Prefácio: é um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação. Conclui-se com o canto do Santo.


Doxologia: Quando o Padre eleva o pão e o vinho consagrados, toda a comunidade reunida pronuncia as palavras "Por Cristo com Cristo e em Cristo... finalizando com um solene Amém.

Credência: é a mesinha onde se colocam os onbjetos que serão utilizados na celebração

Kyrie Eleison: Expressão grega que significa Senhor, piedade. Através delas os fiéis pedem a misericórdia de Deus.

1 de dez. de 2009

Os Ministros da Comunhão devem ou não ficar no presbitério?



Esta foi uma pergunta enviada, nos comentários, por Kary, a leitora que mais comenta aqui no Portal do Acólito. Para responder esta pergunta, transcrevo o que escreveu o Emanuel Jr em nossa Rede Social:

Onde os Meces/Mescs ficam durante a celebração?

Existe aqui uma questão de bom senso: se o ministro é extraordinário e só pode ser usado quando ocorre uma eventualidade, qual o sentido de ele estar no presbitério desde o início da Missa? Por acaso já estão prevendo que haverá uma extraordinariedade? Ora, se há previsão, então o fato é prevsível, e o ministro leigo não pode ser usado, pois está proibido "o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas, estendendo arbitrariamente o conceito de 'numerosa participação.'" (Ecclesia de Mysterio, art. 8, §2) Ademais, a função de auxiliar o sacerdote é do acólito, instituído ou não, e não do ministro extraordinário da comunhão.

Enfim, há uma norma da Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) a esse respeito:

Outros presbíteros eventualmente presentes podem ajudar o sacerdote na distribuição da Comunhão. Se não houver e se o número dos comungantes for muito grande, o sacerdote pode chamar ministros extraordinários para ajudá-lo, ou seja, o acólito instituído bem como outros fiéis, que para isso foram legitimamente delegados. Em caso de necessidade, o sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular.

Estes ministros não se aproximem do altar antes que o sacerdote tenha tomado a Comunhão, recebendo sempre o vaso que contém as espécies da Santíssima Eucaristia a serem distribuídas aos fiéis, da mão do sacerdote celebrante." (IGMR, 162)

Afinal, os Ministros Extraordinários ficam no altar na paróquia de vocês?

24 de nov. de 2009

A dança na Liturgia ou Pode dançar na missa?



A dança é uma expressão corporal bastante usada na Liturgia da Igreja africana e nas celebrações religiosas dos povos indígenas.

O Documento nº 43 da CNBB, Animação da Vida Litúrgica no Brasil, nos diz que:

"Nosso corpo, sensível e dócil ao movimento, é fonte inesgotável de expressão. Por isso, na Liturgia, tem importância os gestos, as posturas, as caminhadas a dança"

Este mesmo documento ressalta a dança litúrgica na procissão de entrada.

Entretanto, precisamos ter o cuidado para que a dança na liturgia seja de fato uma dança litúrgica, ou seja, que realmente esteja a serviço dela e que leve os fiéis ao encontro com Deus e com os irmãos. Ela deve favorecer a oração do povo de Deus reunido, ajudando-o a celebrar melhor.

Resumindo:

Pode dançar na missa?

Pode sim, desde que a dança, sirva a liturgia e ajude os fiéis ao encontro com Deus e com a comunidade reunida.

7 de nov. de 2009

Coroinhas: Pastoral ou Ministério?

pastoralouministerio

Antes de fazer qualquer comentário sobre o assunto, transcrevo (com os devidos créditos) o que alguns membros da nossa Rede Social falaram a respeito:

 

O Felipe Silva do Nascimento, escreveu:

Francisco, infelizmente aquele documento sobre os ministérios da CNBB, não consta os Coroinhas, nem Acólitos. Tem até a Pastoral da maturidade.

Mas eclesialmente falando, os Coroinhas não são uma simples pastoral como as outras.


Nós viemos da Tradição da Igreja, desde o ano 313 quando os Pueri Cantores começaram a atuar em Roma nas Celebrações Pontifícias e em toda a Igreja, temos São Tarcísio como primeiro Acólito-mártir, assassinado em 257. Os "meninos do coro" também eram chamados para exercer funções na Liturgia como ajudar os acólitos ou substituí-los quando estes não estavam presentes.


Eu não quero desmerecer nenhuma pastoral ou ministério, mas históricamente falando nós não nascemos no Concílio Vaticano II, nós não somos os ministros extraodinários da comunhão, nós desempenhamos funções distintas dos Mec's e do Ministério de Música. E sabem porque nós não estamos na lista dos 42 ministérios? Porque o Acólito instituído pelo Bispo é uma ordem menor da Igreja entre o Clero e os Leigos. Ou seja, Não se enquadram nem no sacramento da Ordem, nem nos Ministérios extraordinários ou confiados. E os coroinhas ficam na "lanterna" dos ministérios extraordinários.

Já o Emanuel Jr, opinou:

Muitos falam em ministros de música, ministros da palavra, ministério de acólitos.
Na verdade temos apenas dois tipos de ministérios e é aqui que discordo um pouco da resposta do Felipe. Temos o seguinte:


-Ministérios ordenados: diaconato, presbiterato e episcopado.
-Ministérios instituídos: acolitato, leitorado e extraordinário da Sagrada Comunhão.


Portanto, aquela história de chamar banda, coro, equipe, o que for de ministério está errado. Ministério designa uma função OFICIALMENTE delegada pela autoridade da Igreja mediante um rito litúrgico de ordenação (que é sacramento) ou instituição (acólitos).


É preciso verificar que nem todo aquele que é acólito (coroinha) em uma Missa, ou que faz uma leitura, ou canta, é, necessariamente, um ministro, dado que podem exercer tais tarefas de modo eventual, e sem ter sido investido mediante um rito litúrgico. Eu, por exemplo, de vez enquando faço leituras e acolito, mas não sou canonicamente nem leitor nem acólito. Portanto, não sou ministro.


Quanto as pastorais elas surgem e morrem dia após dia. Em determinadas Dioceses existem em outras nem se cogita. Não necessariamente é preciso que estejam entre as elencadas pela CNBB. Muitas por lá sequer existem na maioria das Dioceses do Brasil, por outro lado, é preciso ver o tipo de trabalho e como funciona determinado grupo para afirmar que se ele é uma pastoral, grupo ou seja lá o que for.

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Aqui quis expressar as duas visões que concordo plenamente e que devem ser vistas em conjunto para se ter uma ideia geral. Procurarei o Bispo da minha Diocese, farei uma entrevista com ele e trará resposta em algumas semanas. Mas, desde já, gostaria de ouvir a sua opinião nos comentários desta postagem.

 

Acesse esta discussão em nossa Rede de amigos e dê a sua opinião, <<clicando aqui>>

20 de out. de 2009

O que é Paraliturgia?

Coração de Jesus

Como coroinhas, em determinadas ocasiões você ouvirá falar de paraliturgia. É a oração da comunidade reunida para se motivar melhor para alguma festa ou algum acontecimento. É fortemente baseada na Palavra de Deus, contida na Bíblia..

É formada de orações, leituras bíblicas e exortações a comunidade. Nas capelas, onde nem semore o sacerdote ou o vigário pode comparecer, a paraliturgia é de grande necessidade.

Poderá abordar os mais diversos temas:

  • Vocações
  • Eucaristia
  • Trabalho
  • Colheitas
  • A Palavra de Deus, etc.

Exemplos de paraliturgia:

  • Coroações
  • Renovações
  • Encontros bíblicos, etc.

29 de set. de 2009

Funções Litúrgicas: O Cerimoniário

 

coroinha 

Aprendi e costumo dizer que “se uma missa for filmada, o cerimoniário é o único que não aparece, tamanha a sua discrição.

 

Se me pedissem para definir o cerimoniário em poucas palavras, diria que é aquele que é discreto e se antecipa às ocasiões.

Veremos adiante que estas são características das mais principais de um bom cerimoniário, mas que possui ainda outras qualidades.

A discrição deve ser uma qualidade que todo coroinha/ acólito – e não somente o cerimoniário – deve possuir. Sem ela você nunca conseguirá desempenhar satisfatoriamente sua função.

A antecipação, característica do cerimoniário, se dá quando ele (a) se adianta a uma situação, ajudando para aprimorar alguma coisa ou impedindo que algo de ruim ou errado aconteça. Por exemplo: durante a missa haverá um batizado. Então você notou que o padre esqueceu o livrinho – sacramentário. Cabe a você, como cerimoniário, ir a procura deste e livro e estar com ele quando o celebrante precisar ou discretamente e em momento oportuno, entregá-lo ou colocá-lo próximo ao missal. Isto é antecipar-se!

Se você não se antecipar a situações como estas o que poderá acontecer?

* O Padre irá lhe pedir o sacramentário. No entanto, seria ótimo para você e para o seu grupo que, antes do padre pedi-lo, você já esteja com ele pronto para ser entregue.

* Ou chegará o momento de o batizado começar mas o padre esqueceu o livrinho e você não notou sua falta ou não foi buscar a tempo. Ficará, então, uma lacuna na celebração até que o sacramentário seja entregue ao celebrante.

Note que acima, falei outra característica  essencial de um bom cerimoniário: a atenção. Aliada a observação, a atenção nos permite estarmos sempre alerta, ou seja, atentos e  prontos para qualquer ocasião que necessite da nossa intervenção.

desatenção

Mas estas qualidades emanam do principal dom que um cerimoniário deve ter: o profundo conhecimento da Liturgia Conhecer o tipo de celebração, os momentos próprios da celebração que você estará escalado, saber o que acontecerá de diferente, enfim, estar consciente de toda a celebração que você ajudará a conduzir, são primordiais a esta função.

Lembrando… O que fazer para ser um bom cerimoniário?

* conhecer profundamente a liturgia e o tipo de celebração que você irá desempenhar a função. Chegue cerca de 30 minutos antes de seu início e converse com o celebrante a respeito dela.

* Esteja sempre atento a tudo que o rodeia: preste bastante atenção ao celebrante, pois a qualquer momento ele pode precisar de sua ajuda e lhe chamar.

* Antecipe-se a qualquer situação/ ocorrência.

* Seja discreto. Aprendi e costumo dizer que “se uma missa for filmada, o cerimoniário é o único que não aparece, tamanha a sua discrição.

* Estude, atualiza-se, leia bastante.

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Uma dica ao seu Grupo:

Mesmo tendo cerimoniário, é costume de alguns celebrantes não recorrerem a ele, e sim ao coroinha mais próximo, com o intuito de ser atendido mais rapidamente. Converse antes com seu pároco e com os coroinhas do seu grupo para habituarem-se a fazer uso, nessas horas, somente do cerimoniário.

Mas atenção! O padre chama outro coroinha porque, algumas vezes, o cerimoniário não está lhe dando a devida atenção.

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Entenda que quando falo de cerimoniário estou falando também das meninas que desempenham esta função.

22 de ago. de 2009

Faça sempre apenas a sua função

atarefado

É comum vermos em nossas paróquias, em nosso grupos de acólitos, coroinhas hiperativos, sempre atentos a tudo e em todos. Coroinhas que, ao menor sinal, sabem o que fazer, no momento certo.

Entretanto, ao mesmo tempo em que isso é bom, pode tornar-se ruim para o bom andamento de qualquer celebração.

Já convivi com coroinhas no grupo que agiam desta maneira. Mas quando este coroinha estava desempenhando funções a que não estava incumbido isto se tornava um problemão para a coordenação.

Pois imaginemos que ele foi escolhido para servir ao padre. De repente lá estava o Francisco – vou chamá-lo assim – preocupado com o missal ou com quem tocaria a sineta. Então ele acabava desempenhando várias funções e preocupando-se com o que deveria ser feito por outra pessoa que não ele.

O que quero dizer aqui é bem simples:

Faça sempre apenas a sua função.

Simples assim. Você está escalado para turiferar? Preocupe-se apenas com a sua função. Deixe o restante para quem irá desempenhar outras funções. É bom lembrar que o bom andamento da missa ou de qualquer outra celebração, cabe ao cerimoniário. Ele é quem tem que estar atento a tudo que rodeia a missa.

Por mais que você saiba de muitas coisas, por mais que você me diga que apenas quer estar atento a tudo que acontecerá, por mais que você me explique que quer prevenir-se de algum erro que possa ocorrer na celebração, eu lhe digo: Faça sempre apenas a sua função.

Você é ou conhece um coroinha/ Acólito assim? Fale sobre o assunto nos comentários. ;-)

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Faça parte da nossa Rede Social:

www.coroinhas.ning.com

21 de mai. de 2009

A Liturgia antes do Vaticano II


"O povo assistia, mas não desempenhava papel algum na celebração propriamente dita."
As celebrações eram em latim, algo santo e intocável, misterioso e distante do povo. Um balcão ou grade separava o altar do povo. Tudo era centrado no padre, sem os ministérios e equipes de liturgia. A missa de costas para o povo, que durante a missa fazia as suas devoções. Os cantos sempre os mesmos, muitas vezes, executado só pelo coral, sem vinculação com a liturgia. A prática era assistir e não participar. A comunhão era obrigatória na páscoa. Sermão em vês de homilia. O Jejum eucarístico após a meia-noite. As celebrações iguaizinhas em todo o mundo. Tudo isso fazia com que a liturgia fosse considerada intangível; regulada pelas rubricas, devia ser executada com obediência e o maior respeito. Era um código de rubricas bem organizado e o bom liturgista era um fiel executor. O povo assistia, mas não desempenhava papel algum na celebração propriamente dita.
Na verdade, a liturgia, como muita coisa na Igreja, tinha ficado imóvel, sem adaptação alguma às novas circunstâncias da vida e das culturas, que tinham sofrido mudanças importantes durante longos anos.
Mas, passados 400 anos, percebeu-se que a liturgia proposta por Trento não correspondia mais à mentalidade dos tempos e aos desafios da pastoral. Era preciso mudar. E, quatro séculos depois, no dia 04 de dezembro de 1963, era promulgada a SC. Encerrava-se assim o capítulo da liturgia de Trento. Inaugurava-se uma nova história para a vida, a espiritualidade e a piedade da Igreja. O último meio século trouxe mudanças nas relações entre o ministro e a assembléia. Essa mudança influenciou nossa compreensão das relações entre o sagrado e o profano e mesmo entre a Igreja e o mundo.
A SC, ao n° 43, retomando uma frase de Pio XII, afirma categoricamente;
“O interesse pela valorização da liturgia é sinal de disposições providenciais de Deus. É uma passagem do Espírito pela sua Igreja. Caracteriza e constitui o modo religioso de viver e de  sentir, em nossa época"
E o Concílio Vaticano propunha como Objetivos:
  • Fomentar a vida cristã dos fiéis ou dos membros da Igreja
  • Acomodar aquilo que é suscetível de mudança às necessidades da época
  • Incentivar a unidade dos que crêem em Cristo
  • Evangelização dos não-crentes e/ou chamar as pessoas ao seio da Igreja.
Para que isso aconteça, diz a SC, é necessário cuidar de mofo especial da liturgia: reforma-la para dar-lhe um novo impulso (cf. SC 1) porque na liturgia se exerce a obra da salvação e a liturgia ajuda a viver e a manifestar o mistério de Cristo e a verdadeira Igreja (cf. SC 1).

17 de mai. de 2009

Estudo da Constituição Sagrada Liturgia


Estudo da Constituição Sagrada Liturgia

Introdução
Somos convidados a refletir sobre as grandes opções litúrgicas da Sacrosanctum Concilium (SC) e fundamentar a liturgia que realizamos hoje. A liturgia sonhada e projetada pelos padres do Concilio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) e a liturgia que temos hoje ou a liturgia que celebramos nas comunidades.
Em Trento, no dia 4 de dezembro de 1563, encerrava-se o XIX Concílio Ecumênico, que marcou profundamente a liturgia da Igreja nos ritos e nas devoções populares, tendo no seu contexto o movimento e a reforma protestante. Após, por ordem do Papa, foram elaborados o novo Breviário Romano (1568), o Missal Romano (1570) e o Pontifical Romano (1588) que estruturaram e unificaram a liturgia da Igreja.

Diz D. B. Kloppenburg:
“Tal unificação significou de fato uniformização rigorosamente prescrita, gravemente imposta e zelosamente vigiada, até nas mínimas particularidades das cerimônias mais insignificantes
(REB, fasc. 251, jul 2003, vozes, Petrópolis, pg.582-83)
Dando continuidade, amanhã falaremos sobre “A Liturgia Antes do Vaticano II), tema importantíssimo para quem quer entender para aprender mais e melhor sobre a liturgia. Iniciaremos ainda esta semana a falar sobre “A Participação do Acólito, Passo a Passo Na Missa”

15 de mai. de 2009

Liturgia: Resgate do Essencial Perdido


Neste momento inicio aqui no blog, artigos formativos com temas mais avançados. Como sempre faço aqui, vou buscar falar de cada assunto de uma forma facilmente compreensível a todos. Então vamos lá:


Durante muitos séculos, praticamente durante todo o segundo milênio, nossa Igreja Católica Romana se distanciou demais da rica tradição dos primeiros séculos no que diz respeito à compreensão e vivência da sagrada Liturgia.


A centralidade do mistério pascal cedeu lugar aos santos e à "presença real" no Santíssimo Sacramento. A centralidade da Palavra de Deus na Liturgia, cedeu lugar às devoções. A dimensão eclesial da Liturgia cedeu lugar ao individualismo religioso. a participação ativa na assembléia cedeu lugar à "mera assistência" à liturgia do "padre". A nobre simplicidade da liturgia romana, cedeu lugar a cerimoniais complicadíssimos. A capacidade de adaptação da Liturgia às culturas cedeu lugar à rígida uniformidade romana obrigatória para os povos do Ocidente. Numa palavra, aconteceu um deslocamento do eixo na compreensão de vivência na Liturgia... Esqueceu-se o essencial na vivência do culto.


Mas, finalmente, a Igreja acordou. No dia 4 de dezembro de 1963, no Concílio Vaticano II, ela promulgou a Constituição "Sancrosanctum Concilium" sobre a Liturgia, que resgata aspectos essenciais da Liturgia que se havia perdido:
  • a centralidade do mistério pascal;
  • a centralidade da palavra de Deus;
  • a prioridade  da espiritualidade litúrgica;
  • a dimensão eclesial-comunitária da Liturgia;
  • a importância da participação do povo;
  • a nobe simplicidade da Liturgia romana e sua necessária
  • adaptação às diferentes culturas...
No ano 2003 comemoramos o 40º aniversário da Sacrosanctum Concilium. Não atinamos ainda o suficiente com o espírito deste importantíssimo documento conciliar. Ainda há muito por se fazer. Esperamos que este aniversário desperte em nós uma renovada atenção pela continuidade da reforma da Liturgia, rsgatando-lhe o essencial pedido. Para que isto aconteça, temos que investir na formação litúrgica em todos os níveis da vida eclesial, inclusive a nossa formação como Acólitos.